Pontos Turísticos

CURIOSIDADES TURÍSTICAS

Toda cidade possui fatos, personagens, objetos, recantos, que lhe são peculiares. Em Areia podem ser citados historicamente: a gameleira, a fonte do Quebra, o invento de Salviano, as execuções na forca.

O SOBRADO DE JOSÉ RUFINO 

No início do século XIX, homens de fortuna e iniciativa como o português Francisco Jorge Torres, o capitão Bartolomeu da Costa Pereira e José Antonio Leal, edificaram os primeiros sobrados da vila. Seguiram-se muitas outras construções congêneres de propriedade da burguesia local. Um desses velhos sobrados, construído em 1818 foi na década de setenta restaurado por um areiense, José Rufino de Almeida, que dá um belo exemplo de amor às tradições de sua terra. O prédio, apesar de ser propriedade privada, é franqueado à visitação pública – uma espécie de museu. Trata-se de uma construção sólida onde foram conservadas ao máximo, as linhas originais características à arquitetura colonial. Possui três pavimentos, incluindo o sótão de águas-furtadas, onde se encontram mirantes em forma de seteiras, cuja finalidade era permitir a penetração da luz e do ar além de servir eventualmente para defesa.

A fachada principal apresenta duas ordens de janelas reticuladas, com vidraças e uma porta que dá acesso ao interior. As do pavimento superior possuem sacadas guarnecidas com grades de ferro trabalhado. Lampiões de ferro no estilo da época, colocados na frente e nas fachadas laterais do prédio, constituem a iluminação externa. Uma cornija que se prolonga à volta do prédio arremata o conjunto de formas sóbrias e harmônicas.

Internamente, divide-se em 35 aposentos, mobiliados e decorados com preciosas peças antigas. O piso do pavimento inferior é todo em tijoleiras exceto a cozinha que conserva as lajes originais do antigo sobrado e que servia como sala de refeições dos pretos, podendo-se observar as mesas de pedra engastadas na parede, o fogão de alvenaria, os panelões de ferro de fabricação inglesa e um primitivo moinho para triturar cereais.

Na parte posterior, a senzala, com seus cubículos individuais, em torno de um pátio lajeado e dois portões que dão para um terraço, num plano mais baixo, protegido por balaustrada, todo em pedra, de onde se descortina a paisagem maravilhosa da Gruta do Bonito.

O acesso ao pavimento superior é feito através de duas escadas – de madeira com corrimão torneado, logo no vestíbulo principal, e na parte de trás, por uma longa escadaria de pedra, trabalho dos escravos. O piso agora é todo assoalhado e o teto travejado com possantes vigas em madeira de lei. Na sala de jantar há uma lareira. As luminárias, os banheiros, os lavabos, tudo acompanha o estilo da arquitetura colonial, evocando uma época de fausto vivida pelos seus ancestrais.

PARQUE ESTADUAL MATA DO PAU FERRO

O Parque Estadual Mata do Pau Ferro é o destino garantido para quem gosta de natureza e aventura. Criado em 2005, o local é formado por um fragmento de 600 hectares, representado por um tipo específico de Mata Atlântica: a floresta dos brejos de altitude. O Parque, além de prestar importante serviço ambiental, ao preservar as nascentes de rios afluentes da bacia do rio Mamanguape – fonte de abastecimento de água para as atividades agropecuárias existentes em seu percurso – e a barragem Vaca Brava, que abastece parte da região do brejo paraibano, é também cenário de trilhas e piqueniques, com locais de visitação para o conhecimento da cultura local, como o artesanato produzido com a palha de bananeiras. As trilhas mais famosas são as do Cumbe, o percurso para a barragem de Vaca Brava, a trilha Boa Vista e a Trilha das Flores.

UFPB – CENTRO DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS

1ª Escola de Agronomia do Nordeste, atual campos II da UFPB onde se destaca a sua área botânica como BAMBU GIGANTE e o ORQUIDÁRIO.

CASA DE PEDRO AMÉRICO

O prédio onde nasceu o grande artista plástico, Pedro Américo de Figueiredo, é uma construção simples, conjugada, com uma porta e duas janelas na frente. Havia outrora sala de visitas, sala de jantar, dois quartos, cozinha, banheiro e um pequeno quintal. Nas proximidades do centenário de nascimento do pintor, a Prefeitura efetuou a desapropriação do imóvel que sofreu modificações a fim de funcionar como pinacoteca e museu do Município. As janela e portas receberam vidraças e a divisão interna foi alterada.

Atualmente consta de duas salas na primeira das quais foi instalado o Museu com mais de vinte reproduções de telas famosas do artista, alguns esboços autênticos e o original “Cristo Morto”, de inestimável valor, um dos seus últimos trabalhos, pintado em 1901. Há também um retrato de Pedro Américo, pintado por seu irmão Aurélio de Figueiredo. Expostos numa vitrine, objetos de uso pessoal: alguns pincéis, um velho esquadro. Também uma palmatória que pertenceu à sua mãe, um álbum de caricaturas, fotos da família e os livros escritos por ele na Europa – “Holocausto”, em 1882, “O Foragido”, em 1899, “Na Cidade Eterna”, em 1901, além de um crucifixo e um vidro contendo uma página de jornal, retirados de seu caixão mortuário. Na outra sala funciona a galeria de areienses ilustres.

MONUMENTO A PEDRO AMÉRICO

No cemitério São Miguel, em lugar de destaque, está o mausoléu onde repousam para sempre, os despojos do seu ilustre filho, repatriados da Itália durante as comemorações de seu centenário. Monumento talhado em estilo moderno, singelo, com uma placa em alvenaria onde estão inscritos de um lado, as datas do seu nascimento – 29/04/1843 e a do seu centenário – 29/04/1943 e os dizeres – “Pedro Américo Potente Engenheiro da Pintura” e “Passagem do Primeiro Centenário do Seu Nascimento”. Na outra extremidade sua efígie em relevo. Salientando-se do toda uma espécie de obelisco e uma palheta com pincéis.

IGREJA DO ROSÁRIO DOS PRETOS

A igreja consagrada a Nossa Senhora do Rosário foi iniciativa de uma Irmandade originalmente composta por gente de cor. É a mais antiga do lugar embora não se tenha a data precisa de sua fundação. Sabe-se que ficou inconclusa durante muitos anos. Segundo Horácio de Almeida, o governo provincial, em 1865 outorgou-lhe uma verba de quatro contos de réis para o andamento da obra. Documentos falam de uma empreitada, em 1872, com o mesmo objetivo. Porém tudo indica que sua conclusão se deu em 1886 quando ali se celebrou a primeira festa religiosa.

A Igreja do Rosário acha-se situada no centro da cidade, em frente à Praça Ministro José Américo de Almeida. Trata-se de uma construção em que se verifica a persistência do estilo arquitetônico que vigorou durante três séculos a partir de nossa colonização. Não fossem os arcos de pleno centro que aparecem em todas as fachadas do templo, cuja utilização se vulgariza no século XIX e a abertura também das arcadas, que proporciona uma comunicação franca da capela-mor com a sacristia ao lado, e o tipo estaria se repetindo.

Uma escadaria dá acesso à Igreja em cuja fachada principal encontram-se três portas de forma arqueada. A porta do centro é um pouco mais alta que as laterais. Janelas também em número de três com grades de ferro forjado, à guiza de peitoril, dando para o coro, guarnecem-lhe a fachada encimada por um frontão com volutas e uma pequena cruz. Não possui torres. A parte interna consta de uma nave única, coro simples, logo à entrada, com uma escadaria lateral que começa dentro da nave. Do mesmo lado um púlpito em madeira com ornato em relevo e uma cercadura do mesmo material ornada com delicados lavores. Num plano mais elevado da nave, à entrada da capela-mor, altares colaterais em madeira pintada de branco, decorados com entalhes em dourado, abrigam imagens, uma das quais, de Nossa Senhora da Piedade com o Filho Morto nos braços, esculpida em madeira, é muito bonita.

Na capela-mor, num plano mais abaixo, o altar-mor, é parcialmente executado em madeira parecendo ter sido completamente em alvenaria. Na realidade apesar de se encontrar nos trechos de alvenaria o mesmo vocabulário formal dos altares colaterais, nota-se uma acentuada diferença no acabamento o que faz com que este altar seja de menos apuro estético tomado como um todo. Nele se encontra um retáculo com a imagem da padroeira, em estilo barroco, ladeada por outras de Jesus Menino e São Benedito.

O forro da capela-mor é de alvenaria e reboco pintado, com a figura em relevo do Espírito Santo que traz em lugar dos pés, ganchos, dos quais pendia outrora a lâmpada do sacrário. A nave apresenta um forro de tábuas corridas.

O piso, originalmente em tijoleiras, foi substituído em época passada, por mosaicos. Somente o coro e uma espécie de sótão por trás do altar-mor são assoalhados. Na sacristia há somente uma pequena cômoda. Seu uso atual é apenas a prática de ofícios religiosos.

TEATRO MINERVA

Inaugurado em 1859, com o nome de Teatro Recreio Dramático constituía o orgulho dos habitantes de Areia, em especial dos membros da Sociedade Recreio Dramático que o construiu às suas expensas, iniciativa pioneira que precedeu em trinta anos o teatro da Capital. Funcionava regularmente com representações dos conjuntos amadores locais. Consta que mesmo companhias famosas que se exibiam em Recife, iam até Areia, recebendo sempre muitos aplausos de um povo que tinha amor pela arte e pela inteligência. A iniciativa de sua construção se deveu a um grupo de idealistas, tendo à frente Joaquim da Silva e José Evaristo da Cruz Gouveia, dois intelectuais de marcante atuação no cenário sócio – cultural da segunda metade do século XIX. Além de sua função artística e recreativa, o Teatro Minerva se constitui um exemplo vivo de quanto pode a iniciativa privada. Na realidade, fundaram, os seus idealizadores, em 1857, uma associação civil, da qual participavam sessenta sócios, contribuindo cada um com cinco mil réis mensais. Essa agremiação, que se intitulou “Recreio Dramático”, não visava unicamente à fundação do teatro, mas também aglutinava artistas amadores para promover representações teatrais, que eram realmente as diversões de maior prestígio na época, quando o cinema não fizera ainda a sua aparição. O “Recreio Dramático”, como se chamava então o nosso Teatro, gozou de grande influência chegando mesmo a atrair as companhias de opereta, que se exibiam nos principais centros urbanos do País. O historiador Horácio de Almeida, registrando o fato, anota “dramalhões celebres” no repertório da época como Inês de Castro, Milagres de Santo Antônio, Pedro Cem, Anjo da Meia Noite, A Morgadia, capazes de arrancar soluços e aplausos da plateia, levados à cena pela gente de casa.

Localizado na Rua Epitácio Pessoa, S/N, o prédio de linhas simples, tendendo mais para o tipo clássico, apresenta na fachada principal três portas e mais acima duas janelas. Em relevo o nome Theatro Particular e a data de inauguração, 1859. Um frontão de formato triangular ostenta no tímpano, um ornato em relevo e mais acima uma decoração em caprichosas volutas no centro da qual há uma estatueta da deusa Minerva. Esta foi ali colocada por Horácio Silva, no início do século XX, quando na gestão do prefeito Otacílio de Albuquerque foram feitos alguns melhoramentos no prédio. Colocou-se nessa ocasião, no frontispício do prédio, uma estatueta da Deusa Minerva, do que lhe resultou a mudança do nome para Teatro Minerva.

À entrada há um pequeno hall por onde se penetra na sala de espetáculo, de piso inclinado, em tijoleiras, com uma passadeira no centro. Do teto de madeira pende um lustre de ferro com seis braços.

À volta, duas ordens de frisas, superpostas, de formato circular, em madeira, divididas por colunas simples do mesmo material. Há luminárias em forma de candeeiros ao longo das paredes laterais.

Na parte posterior, por trás do palco, estão localizados os camarins ligados ao mesmo e aos corredores por duas entradas laterais. O mobiliário um tanto rústico, foi todo renovado seguindo tanto quanto possível o modelo original. Durante algum tempo o prédio funcionou como cinema, porém agora retornou à sua primitiva função.

MATRIZ DE NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO

Esta igreja tem um valor histórico tendo acompanhado o crescimento da cidade, desde que era um pequeno núcleo, de povoamento e a igreja uma simples palhoça onde o vigário de Mamanguape celebrava uma vez ao mês. Em 1809 aparece como uma capela coberta de telha. A freguesia foi criada em 1813, mas só em 1834 é que o Padre Francisco de Holanda Chacon, que regeu a paróquia por 52 anos, ergue a Matriz no mesmo local da primitiva capela – prédio grande, sem torre, com corredores, tribunas, coro, consistório e altares em talha dourada. O Cônego Odilon Benvindo reformou a Matriz derrubando os corredores e as tribunas, substituindo-os por arcadas, construiu mais altares de alvenaria e ergueu a torre no centro do edifício. Benzeu-a no dia 20 de abril de 1902, data que se encontra gravada na fachada principal. O Cônego Francisco Coelho pôs abaixo o altar-mor de madeira entalhada construindo em seu lugar um de alvenaria, tirando na ocasião a imagem da padroeira de madeira policromada, em puro estilo barroco, colocando-a na sacristia. (Essa imagem fora ofertada à Matriz por um vigário, de Areia, Padre Sebastião Bastos). O vigário Cônego Ruy Barreira Vieira também realizou melhoramentos no templo que tendo passado por tantas reformas são segue nenhum estilo definido apresentando características ecléticas. Possui uma única torre. A parte central da fachada se projeta para frente enquanto as laterais ficam recuadas. Uma escadaria protegida por balaustradas dá acesso às portas de entrada.

O interior compõe-se da nave principal e naves laterais separadas por arcadas. Ao Longo destas últimas encontram-se altares, alguns dos quais abrigam imagens antigas, em madeira, de Nossa Senhora das Dores, Menino Jesus, do Senhor Morto, Jesus Crucificado e do Senhor Ressuscitado. Uma de Nossa Senhora da Soledade e outra do Senhor dos Passos ostentam cabelos e vestes naturais.

No teto da nave principal há um painel colorido que apresenta grande interesse artístico. Todos os altares são de alvenaria. Na Sacristia há um arcaz acima do qual, num nincho, pode-se ver a imagem de Nossa Senhora da Conceição anteriormente citada. Há ainda outro móvel em madeira escura com um oratório conjugado. Na parte anterior do templo fica o coro e sob o mesmo um vestíbulo separado por arcadas da nave principal.

No dia 08 de dezembro acontece em Areia uma grande festa religiosa para celebrar o Dia de Nossa Senhora da Conceição, Padroeira do município. A semana religiosa é envolta de atividades para os fiéis, com quermesses, procissão, missas e muita devoção.

MUSEU REGIONAL DE AREIA

Este museu é uma realização do incansável Mons. Ruy Barreira Vieira, ex-vigário de Areia, um entusiasta admirador das tradições da terra, Cidadão Areiense pelo coração e por eleição da cidade agradecida. Além das inúmeras obras de cunho religioso e social por ele fundadas, organizou com esforço e paciência, num prédio contíguo à casa paroquial, o Museu Regional.

No pavimento inferior há um amplo e moderno auditório e no superior a Biblioteca Ministro José Américo de Almeida com suas estantes repletas, que ostentam os nomes de personalidades ilustres na história de Areia. Em seguida vem o Museu com seu acervo de grande valor histórico, artístico, cultural e científico, pois apresentam, com impressionante versatilidade, vários setores onde se encontram presentes a Antropologia Cultural e Física, as Artes Gráficas, a Armaria, as Artes Plástica, a Artes, a Iconografia, a Mineralogia, a Paleontologia, além de maquinaria, vidros, cristais, opalinas, mobiliário e objetos de uso diverso.

Entre outras preciosidades ali e pode admirar objetos que pertenceram a D. ADAUTO, o primeiro Arcebispo da Paraíba – um solidéu do Papa Pio X, um camafeu de Leão XIII, uma cruz peitoral filigranada que pertenceu a D. VITAL, outra contendo num relicário um pedacinho do Santo Lenho. Lá se encontrava o Trono Episcopal (João Pessoa) ricamente trabalhado e perfeitamente conservado, o berço do líder abolicionista Manoel da Silva, seu diploma de farmacêutico, a maleta de Pedro Américo que ainda conserva as estiquetas européias, testemunha de suas viagens, fotografias de imenso valor histórico inclusive da imemorável gameleira em todo se apogeu, das ruas da cidade com sua arquitetura original, personalidades ilustres, bandas de música já extintas, etc.

O Museu Regional é um empreendimento digno de ser admirado, cujo patrimônio deve ser preservado a todo custo e se possível ampliado, como fonte de pesquisa e exemplo de civismo.

COLÉGIO ESTADUAL DE AREIA

 

É na Praça Ministro José Américo de Almeida que encontramos o Colégio Estadual Ministro José Américo de Almeida – homenagem ao escritor de A Bagaceira, político que governou a Paraíba por três vezes e foi ministro no governo de Getúlio Vargas – antiga Cadeia Pública, Paço Municipal e Grupo Escolar “Álvaro Machado” (1928) sucedido pelo Ginásio “Coelho Lisboa” e hoje Colégio Estadual “Ministro José Américo de Almeida”. É uma construção de rara beleza.

COLÉGIO SANTA RITA

Um dos mais tradicionais da cidade, resguarda um prédio grandioso e imponente onde fica também o melhor ponto para a vista do por do sol.

A FIDELIDADE ou CASA DAS 11 PORTAS

A Fidelidade foi uma das maiores casas comerciais de Areia – PB – Brasil, no século XIX (19). Entre outros proprietários pertenceu a Francisco Antônio Casullo e depois ao Coronel Antônio Pereira dos Anjos, que em 1921 tornou-se Coronel da Guarda Nacional, título adquirido pelo poder financeiro. A casa comercial era de tecidos, farmácia, livraria e outros gêneros. A importância da Fidelidade em parte era por ser encimada por uma “Águia” com um majestoso pedestal. A casa tinha onze portas com bandeiras de ferro trabalhadas. Ao lado do pedestal da Águia, um largo friso feito com as chamadas “canelas de moça” enfeitava toda a extensão da casa. No século XX a parte da Águia foi destruída. Então a Fidelidade foi dividida em pequenas lojas. Em 2007, o Sr. Antônio Maia de Oliveira (Tontonho) sendo dono de uma casa de móveis e da maior parte do prédio reconstruiu com “fidelidade” a Águia e seu pedestal baseado em fotos antigas. O Sr. José Henrique B. de Albuquerque presenteou o Sr. Antônio Maia com a réplica da Águia, obra de um artista de Bayeux – PB – Brasil.

CASA DO DOCE

Um lugar simples feito para conquistar quem a visita. Construída com varas e com cobertura de palhas que vende doces e geleias. A ornamentação é encantadora. Os detalhes expressam um trabalho feito com dedicação e afeto. São mais de setenta tipos de doces oferecidos aos turistas feitos pelas mãos carinhosas da senhora Ester Vilar.

A GAMELEIRA – A majestosa árvore centenária erguia-se no centro da cidade, como um marco histórico, pois teria sido segunda a lenda, uma estaca do primitivo curral que brotava no Sertão de Bruxaxá, e desafiando o tempo, acompanhara o desenvolvimento da cidade que vira nascer. Assinalava a presença de Areia a quilômetros de distância constituindo um motivo de orgulho dos areienses que tinham pela árvore uma veneração quase religiosa. Era a testemunha de todos os ventos, um baluarte no último combate travado pelos revoltosos praieiros em 1849, servindo-lhes o imenso tronco como escudo contra as balas dos legalistas. Sob sua copa frondosa repousavam os tropeiros, discutia-se política, encontravam-se os namorados, cantavam os trovadores, inspiravam-se os poetas.

Quando o telégrafo chegou a Areia em 1894, a gameleira serviu de poste, sendo instalado em seu espaçoso tronco um isolador da linha telegráfica.

Foi abatida por ordem do prefeito Jaime de Almeida, em 1931. Os areienses lamentaram-lhe a perda como se fora uma pessoa muito querida

O HIDRO-MOTOR SALVIANO – Um areiense, Antonio Salviano de Figueiredo criou um aparelho que revolucionou o mundo da mecânica no país. Após 10 anos de trabalho perseverante, sem os recursos da moderna tecnologia, apresentou seu Hidro-Motor, cujo objetivo era o aproveitamento das ondas do mar. Era de fato uma conquista admirável do gênio, da capacidade de investigação e estudo, de um homem que arrastou todas as dificuldades, inclusive a indiferença do meio em que viveu.

O princípio de seu invento era a transformação do movimento oscilatório das ondas em movimento rotatório, sempre no mesmo sentido.

O Hidro-Motor Salviano foi levado para o Rio de Janeiro onde as experiências realizadas alcançaram sucesso chegando mesmo a interessar ao Governo Federal sua utilização. Entretanto esse entusiasmo teve pouca duração e logo, por falta de apoio dos poderes públicos, o notável invento foi relegado ao esquecimento.

EXECUÇÕES NA FORCA – Areia foi o único município da Paraíba onde a forca se ergueu e funcionou, não para executar presos políticos, mas para presos comuns, condenados à morte pela justiça local.

O patíbulo foi erguido nas imediações do matadouro público, inaugurando-se em 1847, Compunha-se de dois pesados esteios de madeiras fincados ao solo e ligados no alto por espaçoso travejamento. Havia ainda a escada por onde subiam o condenado, o carrasco e o sacerdote.

As execuções eram envoltas em um complicado cerimonial – o condenado era conduzido à igreja onde ouvia a missa até a recitação do credo quando então se formava o cortejo fúnebre composto por autoridades civis, militares, eclesiásticas, a tropa, o povo e até as escolas públicas com todos os seus alunos e professores (os quais na volta aplicavam em cada aluno meia dúzia de bolos para lhe servir de lição).

A procissão partia lentamente até o campo da execução parando de espaço a espaço para que o meirinho lesse a sentença e apregoasse em altas vozes; – Que morra de morte natural no lugar da forca! O carrasco era escolhido entre os presos, já condenado, que era tirado da cadeia e obrigado a cumprir o macabro ofício. Duas execuções foram realizadas no patíbulo de Areia – em 1847, a do negro Marçal, escravo de Manoel Gomes da Cunha Lima, senhor do engenho Jussara e de Novo Mundo, por haver atacado e ferido seu senhor quando este açoitava sua esposa e a de Antonio José das Virgens, vulgo Beiju, a 8 de maio de 1861, acusado de assassínio do Dr. Trajano Augusto de Holanda Chacon.

O QUEBRA – Em Areia havia outrora quatro fontes onde a população se abastecia de água potável. Eram as do Pirunga, do Limoeiro, do Bonito e do Quebra. O nome desta advém das constantes quedas dos carregadores d\’água em sua ladeira escorregadia e a consequente quebra dos potes que conduziam.

Em 1885 o maestro Tristão Grangeiro, então Presidente da Câmara Municipal, propôs a construção de um banheiro público na fonte do Quebra. A construção foi iniciada por ele, sem qualquer ônus para a Prefeitura, auxiliado por particulares e inaugurado no dia 1° de janeiro de 1886. Foi um dia de grande festa, com banda de música discursos e girândolas de duzentas dúzias de foguetes. Tristão Grangeiro, entusiasmado, passou todo o dia a reger a orquestra e a banhar-se no Quebra apanhando uma pneumonia que o levou ao túmulo quinze dias depois. Mas seu sacrifício não foi em vão. O banheiro do Quebra tornou-se uma tradição em Areia – todos, ricos ou pobres, iam até lá, a pé, conduzindo suas toalhas, conversando amigavelmente, fazendo um bom exercício, tomando um delicioso banho.

O famoso banheiro passou alguns anos interditados por falta de condições de funcionamento. Foi restaurado na gestão do Prefeito Élson Cunha Lima que construiu ainda, no local, uma quadra de esportes. É um recanto agradável e pitoresco e mais uma tradição a ser conservada.

MUSEU DO BREJO PARAIBANO – Museu da Rapadura

O Museu do Brejo Paraibano tem como principal Missão Institucional preservar a história do homem do campo do brejo paraibano, com ênfase na cultura da cana-de-açúcar. Presente desde os primórdios da colonização, a casa-grande foi elemento organizador da sociedade, núcleo de dominação social, econômica e política, apoiado nas relações de trabalho escravista e semi-feudais. Funcionou como engenho de cachaça e rapadura, fundamentando-se na estrutura latifundiária e na monocultura de cana-de-açúcar. (Campos II UFPB/CCA).