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CURIOSIDADES TURÍSTICAS

Toda cidade possui fatos, personagens, objetos, recantos, que lhe são peculiares. Em Areia podem ser citados: a gameleira, a fonte do Quebra, o invernto de Salviano, as execuções na forca.

A GAMELEIRA
A majestosa árvore centenária erguia-se no centro da cidade, como um marco histórico, pois teria sido segunda a lenda, uma estaca do primitivo curral que brotava no Sertão de Bruxaxá, e desafiando o tempo, acompanhara o desenvolvimento da cidade que vira nascer. Assinalava a presença de Areia a quilômetros de distância constituindo um motivo de orgulho dos areienses que tinham pela árvore uma veneração quase religiosa. Era a testemunha de todos os ventos, um baluarte no último combate travado pelos revoltosos praieiros em 1849, servindo-lhes o imenso tronco como escudo contra as balas dos legalistas. Sob sua copa frondosa repousavam os tropeiros, discutia-se política, encontravam-se os namorados, cantavam os trovadores, inspiravam-se os poetas.
Quando o telégrafo chegou a Areia em 1894, a gameleira serviu de poste, sendo instalado em seu espaçoso tronco um isolador da linha telegráfica.
Foi abatida por ordem do prefeito Jaime de Almeida, em 1931. Os areienses lamentaram-lhe a perda como se fora uma pessoa muito querida.
O HIDRO-MOTOR SALVIANO
Um areiense, Antonio Salviano de Figueiredo criou um aparelho que revolucionou o mundo da mecânica no país. Após 10 anos de trabalho perseverante, sem os recursos da moderna tecnologia, apresentou seu Hidro-Motor, cujo objetivo era o aproveitamento das ondas do mar. Era de fato uma conquista admirável do gênio, da capacidade de investigação e estudo, de um homem que arrastou todas as dificuldades, inclusive a indiferença do meio em que viveu.
O princípio de seu invento era a transformação do movimento oscilatório das ondas em movimento rotatório, sempre no mesmo sentido.
O Hidro – Motor Salviano foi levado para o Rio de Janeiro onde as experiências realizadas alcançaram sucesso chegando mesmo a interessar ao Governo Federal sua utilização. Entretanto esse entusiasmo teve pouca duração e logo, por falta de apoio dos poderes públicos, o notável invento foi relegado ao esquecimento.
EXECUÇÕES NA FORCA
Areia foi o único município da Paraíba onde a forca se ergueu e funcionou, não para executar presos políticos, mas para presos comuns, condenados à morte pela justiça local.
O patíbulo foi erguido nas imediações do matadouro público, inaugurando-se em 1847, Compunha-se de dois pesados esteios de madeiras fincados ao solo e ligados no alto por espaçoso travejamento. Havia ainda a escada por onde subiam o condenado, o carrasco e o sacerdote.
As execuções eram envoltas em um complicado cerimonial –
 o condenado era conduzido à igreja onde ouvia a missa até a recitação do credo quando então se formava o cortejo fúnebre composto por autoridades civis, militares, eclesiásticas, a tropa, o povo e até as escolas públicas com todos os seus alunos e professores (os quais na volta aplicavam em cada aluno meia dúzia de bolos para lhe servir de lição).
A procissão partia lentamente até o campo da execução parando de espaço a espaço para que o meirinho lesse a sentença e apregoasse em altas vozes; – Que morra de morte natural no lugar da forca! O carrasco era escolhido entre os presos, já condenado, que era tirado da cadeia e obrigado a cumprir o macabro ofício. Duas execuções foram realizadas no patíbulo de Areia – em 1847, a do negro Marçal, escravo de Manoel Gomes da Cunha Lima, senhor do engenho Jussara e de Novo Mundo, por haver atacado e ferido seu senhor quando este açoitava sua esposa e a de Antonio José das Virgens, vulgo Beiju, a 8 de maio de 1861, acusado de assassínio do Dr. Trajano Augusto de Holanda Chacon.
O QUEBRA
Em Areia havia outrora quatro fontes onde a população se abastecia de água potável. Eram as do Pirunga, do Limoeiro, do Bonito e do Quebra. O nome desta advém das constantes quedas dos carregadores d\’água em sua ladeira escorregadia e a conseqüente quebra dos potes que conduziam.
Em 1885 o maestro Tristão Grangeiro, então Presidente da Câmara Municipal, propôs a construção de um banheiro público na fonte do Quebra. A construção foi iniciada por ele, sem qualquer ônus para a Prefeitura, auxiliado por particulares e inaugurado no dia 1° de janeiro de 1886. Foi um dia de grande festa, com banda de música discursos e girândolas de duzentas dúzias de foguetes. Tristão Grangeiro, entusiasmado, passou todo o dia a reger a orquestra e a banhar-se no Quebra apanhando uma pneumonia que o levou ao túmulo quinze dias depois. Mas seu sacrifício não foi em vão. O banheiro do Quebra tornou-se uma tradição em Areia – todos, ricos ou pobres, iam até lá, a pé, conduzindo suas toalhas, conversando amigavelmente, fazendo um bom exercício, tomando um delicioso banho.
O famoso banheiro passou alguns anos interditados por falta de condições de funcionamento. Foi restaurado na gestão do Prefeito Élson Cunha Lima que construiu ainda, no local, uma quadra de esportes. É um recanto agradável e pitoresco e mais uma tradição a ser conservada.
AREIA TEM 28 ENGENHOS ATIVOS
A civilização dos engenhos do Nordeste brasileiro deixou raízes profundas, tanto que ainda sobrevivem não só na memória local, mas concretamente. Não são apenas construções seculares abandonadas, como em muitos casos, mas também a manutenção de uma atividade que represente a riqueza da região nordestina em determinada época.
Os engenhos no interior nordestino surgiram bem depois dos engenhos localizados na faixa litorânea. Há registros da existência de engenhos no Brejo Paraibano desde a segunda metade do século XVIII. Tal fato depreende-se da referencia feita por Horácio de Almeida em sua obra: Brejo de Areia de 1958, ao Governador da Capitania da Paraíba, Francisco de Miranda Henriques: “Homem probo e moderado, governou a Capitania da Paraíba de 1761 a 1764. Terminado o governo fixou-se em Areia, no engenho Bolandeira, onde veio a falecer em avançada idade”. Diante da informação acima, infere-se que os primeiros engenhos do município de Areia surgiram há cerca de 240 anos. Esse registro é o mais fidedigno que existe em termos do aparecimento dos engenhos no Brejo Paraibano, consequentemente, o mais citado.
Entretanto, tomando como base menções feitas pelos habitantes de Areia, não se descarta a possibilidade de ter engenhos antes dessa época, a despeito ausência de comprovação nos anais da história do território.
Os engenhos implantados no Brejo, a partir do século XVIII, seguiram os moldes dos engenhos do litoral nordestino, apesar de não gozarem da mesma opulência e posição privilegiada deste últimos, que foram o símbolo da aristocracia rural brasileira desde o período colonial.
O surgimento dos engenhos no Brejo fez nascer uma pequena burguesia rural em torno desta atividade produtiva.Os engenhos do Brejo não acompanharam a suntuosidade das edificações dos engenhos do litoral, mas alguns deles chegaram a alcançar um certo grau de importância econômica em relação a estes últimos, nas épocas áureas do açúcar, como os engenhos Vaca Brava em Areia, Goiamunduba em Bananeiras e Olho D’Água de Bujari em Alagoa Nova.
A maioria dos engenhos do Brejo possuíam menos porte do que os do litoral, porém os edifícios dos mais antigos que restaram nesta microrregião também podem ser considerados espécimes da arquitetura dos antigos engenhos de açúcar do Brasil.
Existiam no Brejo Paraibano cerca de 294 engenhos catalogados pelo pesquisador Antonio Augusto de Almeida em 1994. Passados cerca de 240 anos, atualmente existem (dados do IBGE de 2000) 52 engenhos ativos, apesar deste número reduzido de engenhos, eles ainda permanecem em número relativamente significativo.
Eles estão divididos em 28 estão no município de Areia, 5 em Alagoa Grande, 6 em Alagoa Nova, 1 em Bananeiras, 2 em Borborema, 5 em Pilões e 5 em Serraria. Destes 52 engenhos, 25 produzem apenas aguardente; 8 produzem apenas rapadura e 19 fabricam aguardente e rapadura conjuntamente.
Os engenhos não poderiam desaparecer do Brejo Paraibano, uma vez que está marcada pela tradição do cultivo e processamento da cana-de-açúcar. A manutenção de hábitos, costumes e tradições seculares, no caso e questão, em termos de produção, não sucumbiu, mesmo que apontasse alternativa neste sentido. No caso do Brejo, essa tradição produtiva vem persistindo na região por quase dois séculos e meio.
NOMES DE ENGENHOS DE AREIA
Casa grande do Engenho N. S. das Graças (Buraco) em Areia. Nesta casa nasceu o primeiro Arcebispo do estado da Paraíba Dom Adauto de Miranda Henriques.Todos os 130 engenhos de Areia.
Relação de todos os engenhos existentes e extintos do município de Areia, ao longo dos tempos: Alagoinha, Almécega, Angelim, Araticum, Barra do Camará, Barra do Quati, Bela Vista, Boa Vista, Boa Vista do Narciso, Bolendeira, Bom Retiro, Bondó de Cima, Bomdó de Baixo, Bonfim, Bruxaxá, Bujari, Bujari de José Correia, Cachoeira, Cacimbinha, Caiana, Caiana de Franklin, Cajueiro, Cajueiro (Escarlate I), Canadá, Candiota, Carrapateira, Carro Quebrado, Cepilho, Cipó, Coqueiro, Covão (Santa Isabel), Deserto, Engenho do Meio (Bujari), Escarlate II, Escondido, Estreito, Fechado de Cima, Floresta (Timbosinho), Frexeiro, Gameleira, Gitó, Gogó, Gravatá Açu, Grutas de Cobras, Grutão, Guarany (Senhor do Bonfim), Ipueira Grande, Ipueira de J.Branco, Ipueira de Osvaldo Pina, Ipueira de São João, Ipueirinha, Japaranduba, Jardim, Jardim (Chã do Jardim), Jatobá, Jussara, Jussarinha, Lajinha, Lameiro, Laranjeiras, Lavapés, Limoeiro, Lino, Macacos, Macaíba I, Macaíba II, Maçaranduba, Mandaú, Marzagão, Mata Limpa de Baixo, Mata Limpa de Cima, Marcês (Caipora), Mineiro, Mundo Novo, Mufumbo, Mufumbinho, Nossa Senhora de Baixo, Olho D’Água, Olho d’Água dos Cavalos, Olho d\’Água do Meio, Pacas, Panelas, Patricio, Pau d’Arco, Pau Ferro de Baixo, Pau Ferro de Cima, Pedregulho, Pindoba, Pitombeira, Quati, Quebra, Riachão, Riacho de Facas, Rio Branco (Tiborna), Saboeiro, Saburá, São Benedito, São Francisco (Cipó), São João (Sítio Riachão), São José do Bonfim, São José, São José de M. Maia, São Luiz, São Pedro (do Mofo), São Sebastião, São Vicente (Riachão), Santa Helena (Fechado), Santa Irene (Marzagão d’Água), Sanata Isabel (Várzea Nova), Santa Tereza (Coruja), Sapucaia, Socorro, Tapuio, Timbaúba I, Timbaúba II, Timbaúba de A. Costa, Timbó, Triunfo, Vaca Brava de Baixo, Vaca Brava de Cima, Vaca Brava do Meio, Várzea, Várzea do Carrapato, Várzea do Quati e Viração.
ENGENHO TRIUNFO
A cachaça triunfo é uma das mais tradicionais da Paraíba, sendo produzida na cidade de Areia. A Cachaça Triunfo é produzida pelos empresários Antônio Augusto e Maria Júlia.
No ano de 1994, após receber uma herança, o casal decidiu comprar um engenho, sonho antigo de Antônio Augusto. Mas as dificuldades eram muitas. Com a falta de dinheiro para adquirir máquinas próprias para a confecção da cachaça, os empresários tiveram que improvisar: “Não tínhamos dinheiro para comprar máquinas para fazer a cachaça e ele foi inventando. Quem visitava nossa fábrica, se espantava com tanta criatividade”, conta Maria Júlia a seus visitantes. Para termos uma ideia, até secador de cabelo e moedor de carne viraram maquinário para o engenho.
Todas essas dificuldades enfrentadas foram válidas e superadas e o engenho Triunfo está aberto para a visita de pessoas interessadas na sua história e no seu processo de produção.
O Engenho Triunfo no município de Areia é um exemplo de um empreendimento bem sucedido. Porém, concomitante ao progresso tecnológico, está a Recepção e o bom gosto do seu a jardinamento.
ENGENHO VACA BRAVA – O MAIS ANTIGO DA REGIÃO
Areia abriga os primeiros engenhos da Paraíba a contarem com máquinas a vapor. Inaugurado em 1860, o local é considerado o engenho mais antigo da região e possui 525 hectares.
O proprietário, cujo estabelecimento recebe os visitantes de forma improvisada (mas não menos acolhedora) pois ainda não possui estrutura voltada para o turista, é capaz de dar um show na hora de contar histórias da época de José Rufino, personagem local que morou em uma casa equipada com uma senzala, e ao descrever, detalhadamente, o processo caseiro de preparação da sua cachaça.
A cachaça produzida no Engenho Vaca Brava, um estabelecimento de 1860, é armazenada em barris de umburana com capacidade de 25 mil litros ou de de jequitibá, cujo armazenamento é de 30 mil litros.
A cana-de-açúcar foi introduzida na Província da Paraíba nos idos de 1630, já existindo em média 18 engenhos produtivos e, a partir de meados do século XIX, esta cultura passou a ser a mais explorada na região do Brejo Paraibano.
A Civilização do Açúcar é bem maior do que a cultura do açúcar. A segunda cabe na primeira. A primeira não cabe na segunda.
MUSEU DO BREJO PARAIBANO – Museu da Rapadura
O Museu do Brejo Paraibano tem como principal Missão Institucional preservar a história do homem do campo do brejo paraibano, com ênfase na cultura da cana-de-açúcar. Presente desde os primórdios da colonização, a casa-grande foi elemento organizador da sociedade, núcleo de dominação social, econômica e política, apoiado nas relações de trabalho escravista e semi-feudais. Funcionou como engenho de cachaça e rapadura, fundamentando-se na estrutura latifundiária e na monocultura de cana-de-açúcar. (Campos II UFPB/CCA).
MUSEU REGIONAL DE AREIA
O Museu Regional de Areia tem como Missão Institucional resgatar e preservar a memória; promover atividades científicas e cultural, visando a compreensão e o desenvolvimento da sociedade brasileira, prioritariamente a do município de Areia na Paraíba.
O SOBRADO DE JOSÉ RUFINO
No início do século XIX, homens de fortuna e iniciativa como o português Francisco Jorge Torres, o capitão Bartolomeu da Costa Pereira e José Antonio Leal, edificaram os primeiros sobrados da vila. Seguiram-se muitas outras construções congêneres de propriedade da burguesia local. Um desses velhos sobrados, construído em 1818 foi na década de setenta restaurados por um areiense, José Rufino de Almeida, que dá um belo exemplo de amor às tradições de sua terra.
O prédio, Funciona a Secretaria de Turismo e Eventos Secretaria de Cultura, Secretaria de Esporte Juventude e lazer da Prefeitura Municipal de Areia, o Ponto de Cultura Viva o Museu e a Associação dos Amigos de Areia – AMAR.
Uma espécie de museu. Trata-se de uma construção sólida onde foram conservadas ao máximo, as linhas originais características à arquitetura colonial. Possui três pavimentos, incluindo o sótão de águas-furtadas, onde se encontram mirantes em forma de seteiras, cuja finalidade era permitir a penetração da luz e do ar além de servir eventualmente para defesa.
A fachada principal apresenta duas ordens de janelas reticuladas, com vidraças e uma porta que dá acesso ao interior. As do pavimento superior possuem sacadas guarnecidas com grades de ferro trabalhado. Lampiões de ferro no estilo da época, colocados na frente e nas fachadas laterais do prédio, constituem a iluminação externa. Uma cornija que se prolonga à volta do prédio arremata o conjunto de formas sóbrias e harmônicas.
Internamente, divide-se em 35 aposentos, mobiliados e decorados com preciosas peças antigas. O piso do pavimento inferior é todo em tijoleiras exceto a cozinha que conserva as lajes originais do antigo sobrado e que servia como sala de refeições dos pretos, podendo-se observar as mesas de pedra engastadas na parede, o fogão de alvenaria, os panelões de ferro de fabricação inglesa e um primitivo moinho para triturar cereais.
Na parte posterior, a senzala, com seus cubículos individuais, em torno de um pátio lajeado e dois portões que dão para um terraço, num plano mais baixo, protegido por balaustrada, todo em pedra, de onde se descortina a paisagem maravilhosa da Gruta do Bonito.
O acesso ao pavimento superior é feito através de duas escadas – de madeira com corrimão torneado, logo no vestíbulo principal, e na parte de trás, por uma longa escadaria de pedra, trabalho dos escravos. O piso agora é todo assoalhado e o teto travejado com possantes vigas em madeira de lei. Na sala de jantar há uma lareira. As luminárias, os banheiros, os lavabos, tudo acompanha o estilo da arquitetura colonial, evocando uma época de fausto vivida pelos seus ancestrais.
PARQUE ESTADUAL MATA DO PAU FERRO
Localizado na comunidade da Chã do Jardim a 7 km da cidade de Areia, constitui um dos últimos remanescentes da Mata Atlântica do Nordeste, Funciona como um refúgio para animais ameaçados de extinção como o pássaro pintor, a cobra jararaca entre outros. Neste parque encontramos inúmeras trilhas com árvores gigantescas formigões diversos pássaros e plantas venenosas.
UFPB – CENTRO DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS
1ª Escola de Agronomia do Nordeste, atual campos II da UFPB onde se destaca a sua área botânica como BAMBU GIGANTE e o ORQUIDÁRIO.
CASA DE PEDRO AMÉRICO
O prédio onde nasceu o grande artista plástico, Pedro Américo de Figueiredo, é uma construção simples, conjugada, com uma porta e duas janelas na frente. Havia outrora sala de visitas, sala de jantar, dois quartos, cozinha, banheiro e um pequeno quintal. Nas proximidades do centenário de nascimento do pintor, a Prefeitura efetuou a desapropriação do imóvel que sofreu modificações a fim de funcionar como pinacoteca e museu do Município. As janela e portas receberam vidraças e a divisão interna foi alterada. Atualmente consta de duas salas na primeira das quais foi instalado o Museu com mais de vinte reproduções de telas famosas do artista, alguns esboços autênticos e o original \”Cristo Morto\”, de inestimável valor, um dos seus últimos trabalhos, pintado em 1901.
Há também um retrato de Pedro Américo, pintado por seu irmão Aurélio de Figueiredo. Expostos numa vitrine, objetos de uso pessoal: alguns pincéis, um velho esquadro. Também uma palmatória que pertenceu à sua mãe, um álbum de caricaturas, fotos da família e os livros escritos por ele na Europa – “Holocausto”, em 1882, “O Foragido”, em 1899, “Na Cidade Eterna”, em 1901, além de um crucifixo e um vidro contendo uma página de jornal, retirados de seu caixão mortuário. Na outra sala funciona a galeria de areienses ilustres.
MONUMENTO A PEDRO AMÉRICO
No cemitério de Areia, em lugar de destaque, está o mausoléu onde repousam para sempre, os despojos do seu ilustre filho, repatriados da Itália durante as comemorações de seu centenário.
Monumento talhado em estilo moderno, singelo, com uma placa em alvenaria onde estão inscritos de um lado, as datas do seu nascimento – 29/04/1843 e a do seu centenário – 29/04/1943 e os dizeres – “Pedro Américo Potente Engenheiro da Pintura” e “Passagem do Primeiro Centenário do Seu Nascimento”. Na outra extremidade sua efígie em relevo. Salientando-se do toda uma espécie de obelisco e uma palheta com pincéis.
IGREJA DO ROSÁRIO DOS PRETOS
A igreja consagrada a Nossa Senhora do Rosário foi iniciativa de uma Irmandade originalmente composta por gente de cor. É a mais antiga do lugar embora não se tenha a data precisa de sua fundação. Sabe-se que ficou inconclusa durante muitos anos. Segundo Horácio de Almeida, o governo provincial, em 1865 outorgou-lhe uma verba de quatro contos de réis para o andamento da obras. Documentos falam de uma empreitada, em 1872, com o mesmo objetivo. Porém tudo indica que sua conclusão sé se deu em 1886 quando ali se celebrou a primeira festa religiosa. A Igreja do Rosário acha-se situada no centro da cidade, em frente à Praça Ministro José Américo de Almeida. Trata-se de uma construção em que se verifica a persistência do estilo arquitetônico que vigorou durante três séculos a partir de nossa colonização.
Não fossem os arcos de pleno centro que aparecem em todas as fachadas do templo, cuja utilização se vulgariza no século XIX e a abertura também das arcadas, que proporciona uma comunicação franca da capela-mor com a sacristia ao lado, e o tipo estaria se repetindo.
Uma escadaria dá acesso à Igreja em cuja fachada principal encontra-se três portas de forma arqueada. A porta do centro é um pouco mais alta que as laterais. Janelas também em número de três com grades de ferro forjado, à guiza de peitoril, dando para o coro, guarnecem-lhe a fachada encimada por um frontão com volutas e uma pequena cruz. Não possui torres. A parte interna consta de uma nave única, coro simples, logo à entrada, com uma escadaria lateral que começa dentro da nave. Do mesmo lado um púlpito em madeira com ornato em relevo e uma cercadura do mesmo material ornada com delicados lavores. Num plano mais elevado da nave, à entrada da capela-mor, altares colaterais em madeira pintada de branco, decorados com entalhes em dourado, abrigam imagens, uma das quais, de Nossa Senhora da Piedade com o Filho Morto nos braços, esculpida em madeira, é muito bonita.
Na capela-mor, num plano mais abaixo, o altar-mor, é parcialmente executado em madeira parecendo ter sido completamente em alvenaria. Na realidade apesar de se encontrar nos trechos de alvenaria o mesmo vocabulário formal dos altares colaterais, nota-se uma acentuada diferença no acabamento o que faz com que este altar seja de menos apuro estético tomado como um todo. Nele se encontra um retáculo com a imagem da padroeira, em estilo barroco, ladeada por outras de Jesus Menino e São Benedito.
O forro da capela-mor é de alvenaria e reboco pintado, com a figura em relevo do Espírito Santo que traz em lugar dos pés, ganchos, dos quais pendia outrora a lâmpada do sacrário. A nave apresenta um forro de tábuas corridas.
O piso, originalmente em tijoleiras, foi substituído em época passada, por mosaicos. Somente o coro e uma espécie de sótão por trás do altar-mor são assoalhados. Na sacristia há somente uma pequena cômoda. Seu uso atual é apenas a prática de ofícios religiosos.
TEATRO MINERVA
Inaugurado em 1859, com o nome de Teatro Recreio Dramático constituía o orgulho dos habitantes de Areia, em especial dos membros da Sociedade Recreio Dramático que o construiu às suas expensas, iniciativa pioneira que precedeu em trinta anos o teatro da Capital. Funcionava regularmente com representações dos conjuntos amadores locais. Consta que mesmo companhias famosas que se exibiam em Recife, iam até Areia, recebendo sempre muitos aplausos de um povo que tinha amor pela arte e pela inteligência. Localizado na Rua Epitácio Pessoa, S/N, o prédio de linhas simples, tendendo mais para o tipo clássico, apresenta na fachada principal três portas e mais acima duas janelas. Em relevo o nome Theatro Particular e a data de inauguração, 1859. Um frontão de formato triangular ostenta no tímpano, um ornato em relevo e mais acima uma decoração em caprichosas volutas no centro da qual há uma estatueta da deusa Minerva. Esta foi ali colocada por Horácio Silva, no início do século XX, quando na gestão do prefeito Otacílio de Albuquerque foram feitos alguns melhoramentos no prédio. A partir daí passou a ser conhecido por Teatro Minerva.
À entrada há um pequeno hall por onde se penetra na sala de espetáculo, de piso inclinado, em tijoleiras, com uma passadeira no centro. Do teto de madeira pende um lustre de ferro com seis braços.
À volta, duas ordens de frisas, superpostas, de formato circular, em madeira, divididas por colunas simples do mesmo material. Há luminárias em forma de candeeiros ao longo das paredes laterais.
Na parte posterior, por trás do palco, estão localizados os camarins ligados ao mesmo e aos corredores por duas entradas laterais. Mobiliário um tanto rústico, foi todo renovado seguindo tanto quanto possível o modelo original. Durante algum tempo o prédio funcionou como cinema, porém agora retornou à sua primitiva função.
MATRIZ DE NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO
Esta igreja tem um valor histórico tendo acompanhado o crescimento da cidade, desde que era um pequeno núcleo, de povoamento e a igreja uma simples palhoça onde o vigário de Mamanguape celebrava uma vez ao mês. Em 1809 aparece como uma capela coberta de telha. A freguesia foi criada em 1813, mas só em 1834 é que o Padre Francisco de Holanda Chacon, que regeu a paróquia por 52 anos, ergue a Matriz no mesmo local da primitiva capela – prédio grande, sem torre, com corredores, tribunas, coro, consistório e altares em talha dourada.
Cônego Odilon Benvindo reformou a Matriz derrubando os corredores e as tribunas, substituindo-os por arcadas, construiu mais altares de alvenaria e ergueu a torre no centro do edifício. Benzeu-a no dia 20 de abril de 1902, data que se encontra gravada na fachada principal. O Cônego Francisco Coelho pôs abaixo o altar-mor de madeira entalhada construindo em seu lugar um de alvenaria, tirando na ocasião a imagem da padroeira de madeira policromada, em puro estilo barroco, colocando-a na sacristia. (Essa imagem fora ofertada à Matriz por um vigário, de Areia, Padre Sebastião Bastos). O vigário Cônego Ruy Barreira Vieira também realizou melhoramentos no templo que tendo passado por tantas reformas não segue nenhum estilo definido apresentando características ecléticas. Possui uma única torre. A parte central da fachada se projeta para frente enquanto as laterais ficam recuadas. Uma escadaria protegida por balaustradas dá acesso às portas de entrada.
O interior compõe-se da nave principal e naves laterais separadas por arcadas. Ao Longo destas últimas encontram-se altares, alguns dos quais abrigam imagens antigas, em madeira, de Nossa Senhora das Dores, Menino Jesus, do Senhor Morto, Jesus Crucificado e do Senhor Ressuscitado. Uma de Nossa Senhora da Soledade e outra do Senhor dos Passos ostentam cabelos e vestes naturais. No teto da nave principal há um painel colorido que apresenta grande interesse artístico. Todos os altares são de alvenaria.
Na Sacristia há um arcaz acima do qual, num nincho, pode-se ver a imagem de Nossa Senhora da Conceição anteriormente citada. Há ainda outro móvel em madeira escura com um oratório conjugado. Na parte anterior do templo fica o coro e sob o mesmo um vestíbulo separado por arcadas da nave principal.

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BINNO’S PIZZARIA
Fone: (83) 8852-8005
E-mail: vitalnix@hotmail.com

CANTINHO DA TAPIOCA (LANCHE)
Fone: (83) 8651-0365-
E-mail: kamilalisbety2@hotmail.com

CHOCOLATE CONQUISTA
Fone: (83) 9107 – 5536/8816 – 9222
E-mail: irene_tav@hotmail.com

LANCHONETE CHURRAÇAÍ
Rua Professor Abel da Silva, 197
Fone: (83) 88707132/9984-4768

MIMO’S DE AREIA
Fone: 8670-6609
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O BARRETÃO (CACHAÇARIA E CHURRASCARIA)
Fone: (83) 8859-9985/8840-9767
E-mail: alcofa_barreto@hotmail.com

PANIFICADORA EL-SHADDAY
Fone: 3362-2230

PIZZARIA SABOREAR
Fone: (83) 9946-8128 / 8871-0387

RECANTO DO MINEIRO (BAR)
Fone: (83) 3362-2757
E-mail: wanessadosgatinhos@hotmail.com

SORVEMIX (SORVETERIA E LANCHONETE)
Fone: (83) 3362-2017
E-mail: wellingtonfeytosa@hotmail.com

SORVETERIA PICOGEL
Fone: (83) 3362-2253/9971-4800/88512660
E-mail: manoelgel@bol.com.br

TROPICANA (RESTAURANTE E LANCHONETE)
Fone: (83) 3362-1363
E-mail: edsonncjunior@yahoo.com.br

VALBER DO PASTEL
Fone: (83) 8800-9242
E-mail: valberdopastel@gmail.com

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