História

Areia (Paraíba)

Areia é um município brasileiro do estado da Paraíba, localizado na microrregião do Brejo Paraibano. De acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), no ano de 2014 sua população era estimada em 23.288 habitantes. A área territorial é de 269 km².

Com muitas riquezas naturais, situada em local elevado, Areia, no inverno, é coberta por uma leve neblina, e suas terras possuem diversas fontes e balneários aquáticos.

É também muito conhecida por suas riquezas culturais, particularmente o Museu de Pedro Américo, com inúmeras réplicas dos quadros do mais célebre cidadão areiense – entre elas a famosa obra “O Grito do Ipiranga”, encomendada a ele por Dom Pedro II, e o Museu da Rapadura, localizado dentro do Campus da UFPB na cidade, onde o turista pode observar as várias etapas da fabricação dessa iguaria e dos outros derivados da cana-de-açúcar, como a cachaça, sendo a areiense muito conhecida exteriormente por seu incomparável sabor. Areia foi considerada por muito tempo como “Terra da Cultura” tendo seu teatro – o “Theatro Minerva” – sido edificado 50 anos antes que o da capital do Estado da Paraíba. Para aquela cidade hospitaleira, de invernos rigorosos, convergiam estudantes de toda a região, sendo expoentes deste tempo a Escola de Agronomia do Nordeste, o Colégio Santa Rita (Irmãs Franciscanas, alemães) e o Colégio Estadual de Areia (antigo Ginásio Coelho Lisboa). Seus filhos se destacavam em todos os concursos de que participavam. Carminha Sousa e Laura Gouveia eram reconhecidas pela capacidade de educar e formar pessoas na língua portuguesa.

História

Em 1648, a expedição em busca de recursos minerais de Elias Herckmans, então governador holandês da Paraíba, percorreu a mando de João Maurício de Nassau a região onde hoje se assenta a cidade de Areia sem entretanto nada encontrar. Pouco mais tarde, em meados do século XVII, desbravadores portugueses percorreram a região, tendo um deles, de nome Pedro Bruxaxá, se fixado no local à margem do cruzamento de estradas que eram caminho obrigatório de boiadeiros e comboieiros dos sertões com destino à cidade deMamanguape e à Capital. Dada a amizade que fez com os nativos, ali construiu um curral e uma hospedaria conhecida como “Pouso do Bruxaxá”. A região foi por muitos anos denominados “Sertão de Bruxaxá”.

Com o tempo, entretanto, devido a um riacho que possuía bancos de areia muito brancas, o povoado passou a ser chamado de Brejo d’Areia, já que o lugarejo fica na Microrregião do Brejo Paraibano, região da Paraíba não muito longe do litoral, que recebe os úmidos ventos alísios vindos do Atlântico e possui uma cobertura vegetal de floresta atlântica, hoje em dia reduzida a manchas. Por isso, também chamada de Zona da Mata.

O povoado foi elevado à categoria de vila em 30 de agosto de 1818 e, em 18 de maio de 1846, tornou-se cidade.

Com o desenvolvimento da lavoura canavieira na Região do Brejo, no século XIX, a cidade de Areia tornou-se o maior município da região, mas tal proeminência econômica começou desde o século anterior, XVIII, com a precedente lavoura do algodão. A campanha abolicionista no município teve a liderança de Manuel da Silva e Rodolfo Pires, e a cidade libertou o último escravo pouco antes da Abolição da Escravatura em todo o país, no dia 3 de maio de 1888.

Areia participou ativamente das Revoluções do século XIX, tais como a Revolução Pernambucana, em 1817, a Confederação do Equador, em 1824 e a revolta do Quebra-Quilos, em 1873.

Areia foi a principal civilização do Alto Brejo paraibano durante o século XIX, final do século XVIII e início do século XX a tal ponto de ter tido o primeiro teatro do estado (o primeiro cinema foi em Rio Tinto), a primeira faculdade, etc. Isso atesta um padrão interessante na história da Paraíba, onde antes o desenvolvimento se concentrava no interior e só depois atingiu a capital (que já era um pólo importante nos séculos XVI e XVII – única cidade lusófona fundada por espanhóis durante o reino dos Filipes). Não se sabe no entanto as causas destas civilizações pioneiras e grandiosas no passado terem ficado para trás no decorrer do século XX por exemplo num processo de estagnação, mesmo com tantas belezas naturais e clima bastante superior ao da baixada litorânea, por exemplo (e muito mais propício a civilização portanto).

Prefeitos

• 1911-1914 Alfredo Simeão Leal

• 1915-1921 Juvenal Espínola de França

• 1921-1927 José Antônio Maria da Cunha Lima Filho

• 1927-1929 Juvenal Espínola de França

• 1929-1932 Jayme de Almeida

• 1933-1936 Leônidas Santiago

• 1937-1940 José Antônio Maria da Cunha Lima Filho

• 1945 Juvenal Espínola Filho

• 1946-1947 Pedro da Cunha Lima

• 1948-1951 José Antônio Maria da Cunha Lima Filho

• 1952-1955 Armando de Freitas

• 1955-1959 Manoel de Azevêdo Maia

• 1959-1963 Nilo D’Ávila Lins

• 1963-1969 Elson da Cunha Lima

• 1969-1973 Abel Barbosa da Silva

• 1973-1977 Elson da Cunha Lima

• 1977-1983 Lívio de Azevêdo Maia

• 1983-1988 Sebastião Tião Gomes Pereira

• 1989-1992 Ademar Paulino de Lima

• 1993-1996 Antônio Carlos Queiroz Teixeira de Barros

• 1997-2000 Ádria Perazzo Gomes

• 2001-2004 Ademar Paulino de Lima

• 2005-2008 Elson da Cunha Lima Filho

• 2009-2012 Elson da Cunha Lima Filho

• 2012 Ademar Paulino de Lima

• 2013-2016 Paulo Gomes Pereira


Principais datas

• 18 de maio – Aniversário de Emancipação Política

• No mês de Julho a cidade vive o roteiro Caminhos do Frio Rota Cultural

• No mês de setembro foi reativado o Festival de Artes de Areia

• Na última semana do mês de Setembro, Areia realiza o Festival Brasileiro da Cachaça e Rapadura – BREGAREIA

• 8 de dezembro – Festa da Padroeira Nossa Senhora da Conceição


Filhos ilustres

Os personagens históricos mais conhecidos de Areia são o pintor Pedro Américo (pintor do Segundo Império), José Américo de Almeida (ex-governador da Paraíba, escritor e importante político nacional), Dom Adauto Aurélio de Miranda Henriques (primeiro arcebispo da Paraíba), Abdon Felinto Milanês (músico erudito), Abdon Milanês (político da Primeira República e pai do compositor) além de Elpídio de Almeida (médico e ex-prefeito da cidade de Campina Grande), Álvaro Machado (fundador do Jornal A União), entre outros.

• Marcelo Soares da Silva (Dedé)

• Abdon Felinto Milanês

• Abdon Milanês (político)

• Adauto Aurélio de Miranda Henriques

• Ademar Paulino de Lima

• Aurélio de Figueiredo

• Domício Gondim Barreto

• Elpídio Josué de Almeida

• José Américo de Almeida

• Pedro Américo

• Plínio Lemos

• Trajano Alípio de Holanda Chacon Cavalcanti de Albuquerque

• Valfredo Soares dos Santos Leal


Curiosidades

• Foi a segunda cidade do Brasil a decretar a abolição da escravatura antes mesmo da lei ser assinada pela Princesa Isabel.

• Foi a primeira cidade da Paraíba a usar o jornal impresso.

• Concorreu a capital da cultura 2009

• Possui 117 engenhos.

• Primeiro Teatro da Paraíba – Teatro Minerva (anteriormente chamado de Recreio Dramático)

• Possui uma Banda Filarmônica Centenária (um ano a menos que a cidade)

• A Paróquia Nossa Senhora da Conceição de Areia, é a paróquia mais antiga da Diocese de Guarabira criada em 29 de Junho de 1813.

• O grupo de tradições Folclóricas “Moenda” um dos mais antigos grupos culturais da cidades, criado em 1979, com destaques nacionais e internacionais ainda ativo na cidade.

• Destaca-se em Areia o Grupo Cênico Recreio Dramático, grupo que já apresentou e ganhou prêmios por toda Paraíba.

• Elson da Cunha Lima Filho foi o primeiro prefeito reeleito da história de Areia.

• A Rádio Comunitária Areia FM foi a primeira emissora comunitária da Paraíba a ter o seu projeto de lei encaminhado ao Congresso Nacional pelo então Presidente Fernando Henrique Cardoso. A rádio pertence a Associação Artística e Cultural de Areia, criada em 14.05.1997.


Símbolos Municipais 

BANDEIRA DE AREIA

BANDEIRA DE AREIA

BRASÃO AREIA

BRASÃO AREIA

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Hino do Município

Letra – Arthur Rabello
Música: Cidalino Fernandes Pimenta

Ave Areia:
Diamante engastado na serra.
Lapidado da chuva e do sol,
És Areia! Dulcíssima terra
Mais formosa que o lindo arrebol.

Flor do bosque, que um brejo circunda.
És perene
O lençol d´agua
Que te inunda.
Minha terra, de agrícola flores,
És ninho também de condores!
Minha terra, meu berço de amores,
És ninho também de condores!

Doces sons de uma flauta inspirada
Sintetisas cidade-primor!
És sereia no brejo encantada
Cujo canto é um perigo de amor.